A arte e seu entorno estão condenados ao eterno retorno da intensa névoa branca. A ditadura do Devir-Déja Vu venceu mais uma rodada, os artistas pensam como se fossem empresários da fome e os empresaŕios da fome estão no poder, o evento está definitivamene no lugar do acontecimento e pipocam em toda parte oficinas e fóruns no lugar dos centros de autenticidade e da reflexão-contestação como vetores de uma ética. Diante de um quadro tão anódino e ridículo a arte se converte em acessório-bibelô da burocracia dos altos negócios do crime sutil. A imprensa está no auge da sua transformação em órgão de assessoria privada dos setores públicos e empresariais do Poder e do poder. Gláuber e Oiticica são os profetas suicidados pelo excesso de desgosto, Agrippino de Paula e Farnese de Andrade são os profetas exilados no Ventre do Real. Gerald Thomas migrando para o cinema depois de Moisés e Aarão (Schoenberg) não deixa de ser uma boa notícia. Seguindo na minha Cruzada-Cruz & Souza vejo em tudo o maravilhoso que não acontece ou acontece apenas parcialmente, aqui e ali, os indícios de um Paradiso flutuante dentro do onirismo geral.
Publicado por Marcelo Ariel
Marcelo Ariel está desgostoso do mundo


Gerald Thomas!!! ele citou Gerald thomas!!!HAHAHAHAHAHAHAHA
Postar um comentário