Suzana era uma neguinha cria do morro. Mora no Mesquita desde 1972. Gostou de ter vivido a infância e se alegra bastante com as lembranças claras. Ainda no final da infância conheceu Julio César - estudaram juntos no Soares Pereira. E por semanas ela sonhou com uma migalha do que, por fim, foi.
Possæmor.
Não teve ar para se exprimir: em uma palavra não! Não havia nome.
E os primeiros beijos faziam com que ela sentisse sua alma sugada e revirada; seu corpo etererguido; sua mente atingida por um coquetel bioquímico. Seu leve corpo de neguinha citiado pelo braços negros. E à Suzana a firmeza do abraço indicava que só o final...
- Suzana, vai dormí.
- Não, mãe. O Julio César chega daqui a pouco.
- Mas já vai dá duas horas já. Larga dele. Ele num tem nada a te acrescentá.
- Mãe, eu amo ele!
- Que mané amô, menina? Coração de bandido é na sola do pé.
Suzana se calou pensando ele me ama
Publicado por Pablo Garcia.
Pablo Garcia disfarça um coquetel molotov de palavra e música.


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