quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cacos e cactos



Ela me disse naquele jardim que era assim cacos e cactos e eu estava chocada porque cacos e cactos fazia todo o sentido. É a minha vida eu pensei que tinha tantos cacos já tinha me quebrado e recomposto tantas vezes eu sou uma coladura.Aqueles bonecos montados que você cata cada membro num jornal e revista diferente cada caco transformado em outro pedaço de gente que assim todo junto ainda tento entender que sou eu emoisacada. Cada caco diferente, transformado. Cada corte cada rasgo que faz fábrica de caco parindo novas pessoas em nós frenética costura de remendos que resulta ser humano, o Composto. Unicamente fragmentados. Vida.


Publicado por Eloise Porto.
Eloise Porto não aguenta mais ouvir falar em futebol.

2 comentários:

Fanzine Episódio Cultural disse...

A SORRISO DA MONALISA

Em um canto escuro
Repousa um quadro.
Dentro dele, um sorriso aprisionado,
Enigmático, com sede de liberdade.

Testemunha dos mais salientes segredos
Das mais tristes revelações,
Da mais singela promessa
À mais cruel das desilusões.

Calado, paciente... aprisionado.
No coração do silêncio enfurecido ruge,
Exigindo tudo,
Até mesmo o que não mais lhe resta.


*Agamenon Troyan

Bruna Maria disse...

É da mesma natureza que um Frankstein. Cacos alheios que formam um outro. Pode dar em uma pessoa nova, ou em um monstro, também.
E os cactos, seus espinhos... estão em quase todos os lugares, né? Mesmo nos remendos.

Beijos!!