Vamos injetar a madrugada/Inalar a madrugada/Tóxica e doce/
Vamos perder o trema/ e o sentido das palavras/ Vamos nos perder de alguma forma antes do anoitecer/ Vamos injetar a madrugada olhos adentro.../ vamos estalar os ossos e extrair deles o que há de óbvio/ toda canção óbvia/ todo desatino sólido.

domingo, 11 de julho de 2010

Lis-no-peito

o corpo vibra em meio aos segredos gelados dos ventos londrinenses que insistem em atacar os notívagos solitários e assim vai se firmando a intimidade tímida, entre eles e a cidade o tempo trincando...
é bonito o que se conta em palavras que acertam os ponteiros de dentro...ou os faz perderem-se de vez.../ o entre/quebrando de uma leitura em tempo de corte!...ventando em quatro dentro do meu quarto...de algumas horas...é inteira a fenda nos olhos que esguicha a vida saberei tirar as vendas de fêmea alma com os resquícios do que tenho acompanhado de mim... lis-no-peito


Publicado por Beatriz Bajo.
Beatriz Bajo torce pela Espanha hoje.

1 comentários:

Fanzine Episódio Cultural disse...

A SORRISO DA MONALISA

Em um canto escuro
Repousa um quadro.
Dentro dele, um sorriso aprisionado,
Enigmático, com sede de liberdade.

Testemunha dos mais salientes segredos
Das mais tristes revelações,
Da mais singela promessa
À mais cruel das desilusões.

Calado, paciente... aprisionado.
No coração do silêncio enfurecido ruge,
Exigindo tudo,
Até mesmo o que não mais lhe resta.


*Agamenon Troyan

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