quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os Cães da Heitor Mendonça

- Isso vai lhe trazer aporrinhações, alertava o vizinho da frente ao rapaz cuja esposa, por pena, deixou sobre a calçada uma vasilha de ração para um cão de rua.







A mulher empombou quando um dia depois o pessoal do prédio enxotou um outro vira-lata que tentava entrar. Ela achou ruim e trouxe-o também para perto de casa, enquanto praguejava contra a insensibilidade humana como se carregasse na barriga a deusa protetora dos animais.







Dentro de poucas semanas, já se contavam uns seis.









E ontem um deles mordeu uma criança de três anos, que caminhava de mãos dadas com o pai.

Publicado por Carlos Vinicius Ribeiro.
Carlos Vinicius Ribeiro não anda sem coleira.

2 comentários:

Elis Barbosa disse...

Vini, que banho de agua fria! Tadinhos dos protetores de animais... eles tb sao gente.

Gostei do estilo noticia.

Beijos,
Elis

O Filho de Sam disse...

Eau, querida...

Que pena, te decepcionar assim.


Concordo que os protetores também sejam gente, desde que levem para seus quintais os bichinhos e cuidem deles lá, pois fazer isso na rua é muito cômodo. Na semana passada, só não fui atacado porque consegui aplicar a milenar técnica "mostarda-catchup-maionese;maionese-catchup-mostarda;mostarda-catchup-maionese" e hipopotizei o pokémon a tempo de não levar uma mordida.

E essa discussão é pra outros planos. Os cães são bois de piranha e bodes expiatórios - a fauna é só uma. Na Oscar Maldonado eu escancaro.

Beijos, Moça da PETA.
Bartholomeu