- Isso vai lhe trazer aporrinhações, alertava o vizinho da frente ao rapaz cuja esposa, por pena, deixou sobre a calçada uma vasilha de ração para um cão de rua.
A mulher empombou quando um dia depois o pessoal do prédio enxotou um outro vira-lata que tentava entrar. Ela achou ruim e trouxe-o também para perto de casa, enquanto praguejava contra a insensibilidade humana como se carregasse na barriga a deusa protetora dos animais.
Dentro de poucas semanas, já se contavam uns seis.
E ontem um deles mordeu uma criança de três anos, que caminhava de mãos dadas com o pai.
Publicado por Carlos Vinicius Ribeiro.
Carlos Vinicius Ribeiro não anda sem coleira.


Vini, que banho de agua fria! Tadinhos dos protetores de animais... eles tb sao gente.
Gostei do estilo noticia.
Beijos,
Elis
Eau, querida...
Que pena, te decepcionar assim.
Concordo que os protetores também sejam gente, desde que levem para seus quintais os bichinhos e cuidem deles lá, pois fazer isso na rua é muito cômodo. Na semana passada, só não fui atacado porque consegui aplicar a milenar técnica "mostarda-catchup-maionese;maionese-catchup-mostarda;mostarda-catchup-maionese" e hipopotizei o pokémon a tempo de não levar uma mordida.
E essa discussão é pra outros planos. Os cães são bois de piranha e bodes expiatórios - a fauna é só uma. Na Oscar Maldonado eu escancaro.
Beijos, Moça da PETA.
Bartholomeu
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