Vamos injetar a madrugada/Inalar a madrugada/Tóxica e doce/
Vamos perder o trema/ e o sentido das palavras/ Vamos nos perder de alguma forma antes do anoitecer/ Vamos injetar a madrugada olhos adentro.../ vamos estalar os ossos e extrair deles o que há de óbvio/ toda canção óbvia/ todo desatino sólido.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O cracudo - Parte I

     Na esquina da Major Ávila com Conde de Bonfim, em frente à Praça Saens Peña, havia um
sebo. Na parte da manhã, Raphaelly tomava conta da banca; a partir das duas da tarde, Mércia e Seu Antônio estavam lá.

    Raphaelly era a irmã mais nova. Usava óculos, tinha cabelos longos, lisos e castanhos; a pele parda bem pálida. Gostava de usar roupas levemente largas, pois se sentia mais confortável é que com roupa mais larga eu não fico empacotada dentro da roupa e eu tenho peito e tenho bunda e fico aqui sozinha na banca pra ficá ouvindo gracinha .Ela vendia mas não comprava. Isso era com a irmã.
    Mércia Carmem Lira era quem administrava o sebo. Determinava os preços de compra, venda e troca. Nem seu Antônio Ribamar Lira se metia nisso. Ela também usava óculos. Tinha um pouco mais de um metro e sessenta de altura – sendo uns cinco centímetros menor que a irmã -, magra e só tinha barriga devido à postura. Tinha bunda para dentro e ombros fechados. No rosto, um sorriso sem graça.
    Seu Antônio já era carioca apesar de ter nascido no Maranhão em 1952. Tinha cabelos grisalhos e a calvície o havia deixado com o cabelo ralo. Vendia e organizava os livros.



Publicado por Pablo Garcia.
Pablo Garcia começou uma nova novela e quem está acompanhando é a Luiza, que voltou do Canadá.

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