http://www.youtube.com/watch?v=PCkT4K-hppE
(Pequeno manual de instruções: colocar a música do link ao fundo e deixar tocar por aproximadamente 40 segundos, para adentrar a ambiência do texto. Só então retirar a pausa da leitura para acessar integralmente a experiência)
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Preparada a cavalgadura entre as corcovas do camelo: almofadas persas, sedas multicores, rebrilhos. Acessórios que eram palavras vindas de longe e agora escoltavam de volta ao longe, deslocavam pelo encanto.
Pernas compridas, de observatório, tem o animal. Entre as preferidas de Dalì. Erguendo-se, desaprumado, um elevador de patas alçando a vista. Todo gerúndio, musculatura em movimento.
Ali de cima ser era mais amplo. O mundo que balance lá embaixo! O olhar dança. A cada passo do improvável bicho a estrada ondula. Ao invés de curvas, parábolas. O camelo engendra pequenos, imaginários precipícios.
Ao moverem-se os flancos, o caminho soluça, o horizonte ziguezagueia. Os olhos são odaliscas sem véus. O olhar, redobradamente, dança.
Publicado por Roberta Mendes
Roberta Mendes credita poderes alucinatórios à inofensiva camomila.


11:25
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3 comentários:
Viajamos juntos de Beirute a Nantes e de lá para as praias de outras tantas cidades invisíveis.
Inventamos pernas para alcancar o que as maos nao podem.
Muito gostoso esse pequeno empirismo literario camelar.
Tuaregues, uni-vos!
…NISTO
a inofensiva camomila
liberta aroma
e sabor
o corpo em coma
sobre cama
e deita-se a poesia...
Assim
A)ISTO
há nisto uma verdade
cuja mentira
agrado
sentir dos gestos
o carinho
trazer meu chá à cama
Mim
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