Vamos injetar a madrugada/Inalar a madrugada/Tóxica e doce/
Vamos perder o trema/ e o sentido das palavras/ Vamos nos perder de alguma forma antes do anoitecer/ Vamos injetar a madrugada olhos adentro.../ vamos estalar os ossos e extrair deles o que há de óbvio/ toda canção óbvia/ todo desatino sólido.

Colunistas

Aline Miranda nasceu na capital do país e cresceu em Cabo Frio. Mudou-se para Niterói onde viveu durante os 5 anos de UFF. Hoje flutua no Rio. Mesmo terminada a faculdade de Letras as palavras não a abandonaram. Brinca de fazer trilha sonora para a vida pois não vive sem música. Faz da escrita sua forma de comunicação com o outro e o mundo. Tem uma memória péssima, é virginiana com mania de ordem, adora andar de bicileta e odeia academia. E chorou aos 9 anos por ter matado uma formiga.

Carlos Vinicius Ribeiro é de Aquário com ascendente em Peixes. Seus hobbies são a pesca predatória, a escultura com bolas de encher e o artesanato com arame de emplacamento. Carlos Vinicius adora filé de peito com fritas e sua sobremesa favorita é o Bib’s de passas. E para manter esse corpinho, ele joga Super Metroid Redesign, faz tsuru, anda de pedalinho e passeia a cavalo. Ele faz curso de dança do ventre na Associação Cigana Cestriocampense e pretende fazer carreira artística como apresentador de televisão, ex-participante de reality show e, se possível, stand up comedian. Carlos Vinicius Ribeiro é uma pessoa legal e gosta de se enturmar e sair para balada, só não sabe xavecar.

Elis Barbosa é carioca de terra, cresceu no interior do Rio, graduou-se em Antropologia morando em Vila Isabel, e terminou de crescer no Centro/Lapa, onde o mundo tomou proporções antes desconhecidas. A relação com a Literatura é algo que precede todas as existências mencionadas. Escreve para poder não sobrar demais e caber em si, tendo loucura pela troca que a palavra promove entre os seres de todos os tempos, vivos e mortos respirando através delas para toda a eternidade.

Eloise Porto não sabe o que escrever em biografias porque ... / Criou o Trema Literatura e estuda literatura. Acha que gosta de literatura, e esse gostar é uma das coisas mais constantes na sua vida de mutabilidades. Tem medos – esquecer as vozes das pessoas que amou. As palavras e as coisas. E o mistério.

O carioca Leo João cria baratas. E passa o tempo agachado em rodapés, cantos e ralos, à espreita, ouvindo os seus diálogos para reproduzi-los em tirinhas. Em suma, não passa de um oportunista. Além de ser o cartunista mais cara-de-pau do mundo é também publicitário e contista bissexto.

Marcelo Ez, também conhecido como Archie, é um alienígena da constelação de Órion radicado na Terra. Seus muitos interesses incluem RPG, diversas áreas das ciências, alguns estilos musicais, artes plásticas com foco em história da arte e escultura e, claro, literatura. Duas paixões dividem seu foco desde a “tenra infância” neste planeta: a literatura de terror, claramente influenciado por nomes como Stephen King, Allam Poe, Lovecraft, Defoe e Joe Hill. Sua segunda paixão, mas não menos importante, é o gênero de ficção cientifica. Claramente influenciado por nomes como Arthur Clarke, Asimov, Heilein, Sagan, K Dik, Dean Foster e outros. Ocasionalmente, Marcelo Ez gosta de misturar estilos, com contos ambientados em cenários de ficção cientifica clássica, cyberpunk ou steampunk.

Márcio Calixto é Pai, Bonitão, Sarado, Escritor fenomenal, Loroteiro de primeira! Julga que escreve, porque não consegue desenhar. Julga que desenha, porque não consegue escrever. Professor - que outra opção de Letras temos? Mas gosto e muito -, Metido a Vocalista - músico frustrado é foda -, pensa mais do que escreve, já se dá por feliz por conseguir escrever uma página por dia. Tem coluna aqui no Trema, porque é amigo dos editores. Foi morar na Região dos Lagos, porque nasceu urbano, mas se via interiorano. Hoje em dia tem até sotaque. É apenas um retrato da desagregação constante.

Marcio Greg atende por uns 30 nomes, alguns deles em línguas mortas, como o tartessiano, o chicomucelteca e o kothanês. Carioca da gema e convicto, capricorniano, vascaíno, mora no Canadá e sente saudades das pedras portuguesas que tanto amaldiçoava. Ficou exposto por 27 anos no Musée de Aberrations de Mme. LaFayette, de 1819 a 1856, onde conheceu Charles Baudelaire. Concorreu a uma cadeira no Parlamento Oculto de Belarus em 1963, sem êxito. Ocupa uma vaga perpétua na Academia da Literatura Sensacional Ainda Não Escrita, cargo que cogita vender para alguém que consiga lhe ensinar a dirigir. Hoje é um homem casado, nunca sério o suficiente e que basicamente vive e escreve. E seria mais feliz se vivesse de escrever.

Pablo G. Garcia vai conseguir um dia se isolar. Metido a escritor e a músico, tem extrema dificuldade de se comunicar. Quando consegue, desagrada o mundo e seu deus. Apenas espera que no fim seja excluído até pelos cracudos, por lhes ser inferior.

Rafael Meire desde cedo (pouco depois de ter aprendido a falar) quis saber o porquê das coisas, perguntando à mãe, num passeio pela rua Capitão Salomão, para que serviam as borboletas, ao avistar uma pousando numa folha. Depois, já garoto, começou a aprender o violão, instrumento que estuda até hoje e através do qual travou contato com uma de suas grandes paixões: a música e, em especial, o gênero canção. Acredita na potência da expressão artística que, se não pode sozinha alterar os circuitos do mundo, certamente contribui para dar algum sentido à vida por aqui.

Roberta Mendes tem a bússola do ser apontada a Nordeste, o que em parte esclarece sua constante sede de barro esturricado. A palavra é sua pouca saliva. Mora no Rio de Janeiro para não esquecer de como sentir saudades e pelo gosto de "ganhar o mundo", essa expressão grandiloquente que seu avô lhe repetia na infância. Nas horas vagas, trafica prosa em papelotes timbrados de respeitáveis escritórios de advocacia.

Rodrigo Carelli é bem nascido em Juiz de Fora, mal criado em Goiânia e perdido de vez no Rio de Janeiro. Formado em Direito, mas sempre foi de esquerda. Gosta de escrever porque tem péssima memória.

Rodrigo Sampaio - Nasci pelas letras dos sambas de meu pai. A partir daí, o caminho se fez de procura por todos os estranhamentos. Em razão disso, cada coisa que leio, cada coisa que faço e escrevo representa a continuidade, a busca do que em mim não se faz resposta.

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